Boa noite a todos =D mais uma vez estou aqui postando \o\ a aula de hoje foi História da Música Eletrônica.
Nessa aula, tirando a aula de hoje que o professor Fernão que fez a aula, as outras vamos ser nós alunos que vamos ter que fazer as aulas! :D (o que vai ser um inferno, porque a aula é muito cheia e tem gente que simplismente não respeita '-')
Bom, a aula de hoje foi sobre Futurismo (como diz o título) e pra começar a falar desse assunto vamos tentar ver o que é Música Eletrônica a principio.
Eletrônica => Ciência dos Eletrons. Estudo a partir do fluxo de elétrons
Música Eletrônica => Dificil de começar, já que antes existia uma dificuldade muito grande em transmitir sons a partir de um fio.
Mas essas dificuldades começaram a ser superadas com o passar do tempo, com a invenção do Telégrafo, o Telefone e o Fonógrafo.
Conforme a evolução dos mesmos foram acontecendo, tivemos um dos movimentos artísticos, o Futurismo (1909). O Futurismo começou com os Italianos, mas específicamente Filippo Marinetti que escreveu o Manifesto Futurista para o jornal Lo Figaro, no final do post eu coloco ele para vocês lerem.
Mas bem, o que foi o movimento futurista? Ele está diretamente ligado a VELOCIDADE (as fotos, quadros e tudo mais sempre passavam uma idéia de Movimento), para a música, ele está ligado ao começo das Indústrias. Mas o que as Indústrias tem a ver com música? para os futuristas é simples: O Rúido. A música futurista queria incluir os "barulhos" urbanos na música, valorizando o rúido, sons pensados não harmônicamente.
Um nome importante no meio dos futuristas também foi Luigi Russolo, escritor do livro A Arte Dos Ruídos. Criando inclusive instrumentos acústicos adaptados propriamente para fazerem ruídos (o que foi uma pena, pois todos eles foram perdidos após a Guerra).
Outra coisa bacana dos futuristas são suas poesias, pois elas valorizavam Sons Onomatopéicos (assim como a Velada Futurista que era descrever com pessoas os sons de máquinas), e suas poesias eram montadas, não exatamente pelo seu texto, mas pelo seu design! Sim, as poesias impressas eram quase posters, pois ele valorizava muito a distruibuição e palavras como por exemplo:

Um pouco estranho não? Mas bem interessante também, lendo ela, você pode ver outra coisa que os futuristas valorizavam, a Liberdade para as palavras. Bong, Crack, Scht.
Bom, essa foi a aula de hoje, acabamos com o professor falando um pouco sobre a influência do Futurismo no Brasil, o que foi meio inexistente, os ideais que os Futuristas pregavam não... "pegaram" aqui no Brasil. Mas serviu de inflluência para alguns artistas, como aconteceu na Semana da Arte Moderna e também, foi uma base para o Dadaísmo. Mas isso já é outras história.
Ah sim, como havia dito antes, aqui vai o Manifesto Futurista, espero que se divirtam =D
Manifesto do Futurismo
1. Nós queremos cantar o amor ao perigo, o hábito da energia e da temeridade.
2. A coragem, a audácia, a rebelião serão elementos essenciais de nossa poesia.
3. A literatura exaltou até hoje a imobilidade pensativa, o extase, o sono. Nós queremos exaltar o movimento agressivo, a insônia febril, o passo de corrida, o salto mortal, o bofetão e o soco.
4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes a serpentes de hálito explosivo... um automóvel rugidor, que correr sobre a metralha, é mais bonito que a Vitória de Samotrácia.
5. Nós queremos entoar hinos ao homem que segura o volante, cuja haste ideal atravessa a Terra, lançada também numa corrida sobre o circuito da sua órbita.
6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor, fausto e munificiência, para aumentar o entusiástico fervor dos elementos primordiais.
7. Não há mais beleza, a não ser na luta. Nenhuma obra que não tenha um caráter agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia deve ser concebida como um violento assalto contra as forças desconhecidas, para obrigá-las a prostar-se diante do homem.
8. Nós estamos no promontório extremo dos séculos!... Por que haveríamos de olhar para trás, se queremos arrombar as misteriosas portas do Impossível? O Tempo e o Espaço morreram ontem. Nós já estamos vivendo no absoluto, pois já criamos a eterna velocidade onipresente.
9. Nós queremos glorificar a guerra - única higiene do mundo - o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos libertários, as belas idéias pelas quais se morre e o desprezo pela mulher.
10. Nós queremos destruir os museus, as bibliotecas, as academia de toda natureza, e combater o moralismo, o feminismo e toda vileza oportunista e utilitária.
11. Nós cantaremos as grandes multidões agitadas pelo trabalho, pelo prazer ou pela sublevação; cantaremos as marés multicores e polifônicas das revoluções nas capitais modernas; cantaremos o vibrante fervor noturno dos arsenais e dos estaleiros incendiados por violentas luas elétricas; as estações esganadas, devoradoras de serpentes que fumam; as oficinas penduradas às nuvens pelos fios contorcidos de suas fumaças; as pontes, semelhantes a ginastas gigantes que cavalgam os rios, faiscantes ao sol com um luzir de facas; os piróscafos aventurosos que farejam o horizonte, as locomotivas de largo peito, que pateiam sobre os trilhos, como enormes cavalos de aço enleados de carros; e o voo rasante dos aviões, cuja hélice freme ao vento, como uma bandeira, e parece aplaudir como uma multidão entusiasta.
Fico por aqui, até amanhã para a aula de Leitura e Escrita Musical (Teoria, yay! :D)
